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Conversa emocionada com leitora

Publicado por Gateiro, 26/11/2014

Gato do Gateiro

Nesta semana eu conversei com a leitora Fernanda Kokowicz sobre a perda da sua gata. Veja o que ela escreveu pra mim:

Tenho gatos desde 2007, o primeiro foi um persa chamado Noel, que ganhei dos meus pais no Natal. Em 2012, adotei uma irmãzinha para ele, a Naomi. No início deste ano o Noel morreu (lição mais dura que aprendi na vida), mas na mesma época outro gatinho entrou nas nossas vidas, o Jamón. Eu morava em Florianópolis e meus pais moram em Videira, uma cidade do interior de Santa Catarina, e por isso eu viajava pelo menos a cada 2 meses para visitá-los. Sempre levei meus gatos comigo e eles já eram acostumados à casa. Em Floripa eles moravam em um apartamento, mas meus pais moram em uma casa, e meus gatos sempre tiveram acesso ao jardim e ao resto do mundo, ganhando sempre muita atenção por causa disso. Vez ou outra em que eu precisava fazer alguma viagem mais longa, os gatos ficavam com meus pais, em Videira. Eles sempre davam uma voltinha nos terrenos dos vizinhos, mas nunca se afastaram muito além de 2 ou 3 casas.

Em setembro eu vim para Portugal, onde vou morar por 1 ano. Logo que surgiu essa oportunidade, eu estava determinada a trazer meus gatos, embora todo mundo desse as mais diversas razões para eu não trazê-los. Mas eu não queria de jeito nenhum ficar longe deles por tanto tempo. Com a morte do Noel eu ponderei que talvez fosse egoísmo meu submetê-los ao estresse da viagem e pensei que talvez para eles fosse realmente mais confortável que ficassem aos cuidados dos meus pais, na casa que eles já conheciam. E assim, em setembro, eu vim e eles ficaram. Ambos castrados e com coleiras de identificação, que tomei o cuidado de adquirir, ciente do acesso à rua que eles teriam.

Tudo estava na santa paz durante as primeiras semanas, os gatos à vontade na casa dos meus pais, vivendo bem inclusive com as 2 cachorras da casa, dando suas voltas pela vizinhança. Nenhum comportamento diferente. Até que no dia 24 do mês passado minha mãe falou que a Naomi sumiu.

Minha mãe procurou pelo bairro todo durante todo aquele dia e nos dias seguintes, perguntando aos vizinhos, colando cartazes, distribuindo panfletos. Colocamos anúncio no Facebook, na rádio, na TV regional e no jornal impresso. Quase 1 mês e nenhuma notícia da Naomi. Minha esperança em saber que ela estava com a coleira é de que, se for encontrada viva ou morta, alguém vai poder contatar meus pais e avisar sobre ela, mas tanto tempo sem nenhuma informação tem me matado!

Ela é uma gata super esperta, ágil, destemida mesmo. Sabendo disso e conhecendo um pouco do perfil felino, que tem esse instinto de sobrevivência e de vida independente bem desenvolvido, de se esconder em qualquer brecha, cortar caminho por telhados e preferir o anonimato da vida noturna, é que eu tenho ainda a esperança de que ela esteja viva e de que, como alguns dizem “gatos sempre voltam.”

Por causa dessas minhas hipóteses de gateira e de mãe que nunca perde a esperança, procurei na internet por histórias parecidas, de gatos que tenham sumido por semanas e depois voltaram, ou de gatos que mudaram de casa e retornaram à casa antiga (torço para que ela não tenha resolvido voltar para Florianópolis, o GPS felino dela bem tinha o mapa depois de tantas viagens). Mas enfim, não achei nada. Por isso resolvi escrever para você. Talvez você tenha ouvido algumas histórias semelhantes para me dar alguma esperança. De repente trocar ideias com pessoas que já passaram por isso também pode me ajudar.

Eu respondi:

Olá, Fernanda, poxa, eu lamento muito de verdade. Antes e mais nada, o que eu posso fazer é mandar energias positivas para você, sua família e todos os seus animais.

Confesso que a sua história não é a mais incomum. A minha primeira gata, a Lisa, infelizmente sumiu durante um período de mudança na minha vida. Sofri muito e sei que de alguma forma, Deus preparou uma realidade incrível para ela mesmo longe da minha proteção. Isso também vale para você.

Há inúmeras histórias na internet sobre gatos que vão e voltam. Não é regra, não é fato, mas a vida é imprevisível, certo?

Eu acredito que o melhor a se fazer neste momento é garantir que os demais animais não saiam de casa. E isso precisa ser uma regra tanto para quem mora em grandes centros urbanos ou pequenas cidades. E eu sei que você têm essa preocupação.

Vamos ter fé e esperança mantendo este amor e responsabilidade junto aos animais.

Fique com um abraço enorme meu.

Gateiro.

E você? Pode compartilhar sua história com a Fernanda? Você pode dar uma palavra de apoio para ela? Use os comentários a seguir!

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