gato e crianças

Dra. Laila Massad Ribas, veterinária e autora do Portal Medicina Felina, deu a luz ao seu segundo filho recentemente. Ela deixou este depoimento pra gente, falando sobre o crescimento da sua primeira filha e a relação de seus gatos com as duas crianças. 

Tenho uma filha em crescimento e ela convive com meus gatos. O que ela aprende? Como isso é bom para o seu desenvolvimento?

A primeira coisa que ela aprende é o respeito ao próximo. Desde pequena, procuramos ensiná-la a não bater nos gatinhos, não puxar os pelos e não beliscar. Ela participa da hora da alimentação, ajudando a colocar ração e água nas vasilhas. Assim ela vai aprendendo, desde pequena, a ter responsabilidade sobre um ser vivo. Ela entendeu a importância de cada um ter seu espaço, pois os gatinhos têm suas camas para dormir e ela tem a dela.

Além disso, acredito na melhora do desenvolvimento emocional das crianças que convivem com animais desde cedo, pois minha filha conversa com os gatos e brinca com eles, fazendo-os participarem de seu mundo da fantasia.

Para a saúde física, sabe-se que crianças que convivem com animais desde pequenas desenvolvem menos alergias. Minha filha nunca precisou tomar antialérgicos nem antibióticos e já está com 4 aninhos de idade. Espero que continue assim!

Estava grávida, dei a luz e meu gato sempre me acompanhou. Como cuidei da minha saúde? Quais mitos sobre doenças eu precisei enfrentar?

Grávidas têm um sistema imunológico mais debilitado, naturalmente e propositalmente, para que o próprio corpo não “lute” contra o bebê. Por causa disso, é comum ficarem mais doentes que outras pessoas. Sabendo disso, eu procurei sempre lavar bem as mãos com sabão antibacteriano, comer furtas e verduras bem lavadas e manter uma alimentação saudável. Quando comia fora de casa, evitava alimentos não cozidos, como saladas, e não comia carnes mal passadas ou cruas de nenhum tipo.

O grande mito é a toxoplasmose, que de fato pode ser transmitida do gato para a mulher, especialmente se o sistema imunológico está debilitado. Porém, os seguintes fatores devem ser plenamente levados em consideração:

– o gato precisa estar eliminando o parasita nas fezes, e isso só ocorre por 15 dias depois que ele se contamina
– o gato só se contamina se caçar outros animais na rua, como pombos, ou se comer carne mal passada ou crua
– a grávida precisa colocar as mãos nas fezes do gato e depois as levar à boca
– a grávida não deve ter defesa contra toxoplasmose e para saber disso é feito um exame de sangue

Por causa dessa lista de situações que precisam ocorrer para que se pegue toxoplasmose, é muito mais fácil contrair essa doença comendo carne mal passada do que convivendo com um gato. Manter hábitos básicos de higiene, como lavar as mãos e manter a caixinha de areia do gato sempre limpa, evita o contágio da doença!

Você também é mãe de crianças e gatos? Conte as suas experiências pra gente nos comentários deste post.

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